
30 de novembro de 2024, véspera da Festa da Beata Maria Clara do Menino Jesus, este ano com a celebração do Jubileu do 125º aniversário da sua Páscoa. Se há 125 anos Lisboa acordava triste e saudosa pela partida para o céu de uma das maiores figuras daquele tempo, hoje, Lisboa, acordou serena e alegre pois em si nascera alguém cuja santidade fora reconhecida.
À Casa Mãe, Linda-a-Pastora, acorreram quase 4 centenas de pessoas, Irmãs, membros da Família Secular e Leigos amigos da Beata Maria Clara. Traziam dentro de si a alegria de viver mais um dia de partilha, alegria, formação e convívio que lhes enchesse a alma.
No primeiro momento do dia, a Superiora Geral, Irmã Shirley Ninfa Fernandes, como mãe, fez as honras da Casa. Das suas palavras destaca-se: “A minha saudação é para todos vós aqui reunidos, mas também para todos os que conhecem e amam a Bem-aventurada Maria Clara, onde quer que estejam. […] . A vida da Bem-aventurada Maria Clara testemunhou o poder do amor. O seu coração firmemente fixado em Jesus Cristo, abraçou desafios do mundo, superou barreiras, suportou sofrimentos e carregou a cruz com dignidade tranquila e fé profunda. O seu caminho não foi fácil, mas, como Cristo, soube transformar a dor em compaixão e o sofrimento em serviço. […] O seu espírito continua vivo, a sua luz continua a brilhar e o seu legado continua a ser um farol de esperança, especialmente para os pobres e marginalizados que ela tanto amou. […] De extraordinária humanidade, Beata Maria Clara foi fecunda no amor ilimitado pelos pobres, por eles era brilhante nas suas virtudes heroicas de humildade, oração e sacrifício. Viveu o que pregou, ofereceu a sua vida ao serviço dos mais necessitados, encarnou o Evangelho na sua ação. O seu amor era prático, palpável e profundamente pessoal. […] Ao celebrarmos hoje a sua vida, revivemos a intemporalidade dos valores que a Irmã Maria Clara viveu. A sua compaixão, altruísmo e fé inabalável nos chamam a refletir sobre a nossa vida e sobre como continuar a sua missão. […] Que esta celebração do 125ºaniversário da Páscoa da Beata Maria Clara seja mais do que uma recordação do passado; antes seja um desafio para cada um de nós viver o seu legado no presente. Hoje, mais uma vez, renovemos o nosso compromisso com “Lucere et Fovere”, para sermos luzes no mundo, levando calor e esperança a todos.
Seguiu-se um momento musical, no qual através da arte se representou o instante da Páscoa da Mãe Clara. Foi sem dúvida um marco que encheu o nosso olhar e penetrou o nosso coração de um enorme significado – o reviver daquele momento vivido há 125 anos. De seguida todos foram convidados a dirigirem-se à Cripta, local onde jazem os restos mortais da Beata Maria Clara.
A manhã prosseguiu rumo à Igreja de Nossa Senhora do Amparo de Benfica, onde foi batizada a menina Libânia do Carmo Galvão Mexia de Moura Telles e Albuquerque, Maria Clara do Menino Jesus, em 2 de setembro de 1843. Todos fomos desafiados a passar da Páscoa ao Batismo, e para nos ajudar, nada melhor do que um brilhante e ternurento momento musical com cânticos que são património Congregacional e que fazem parte da história do Carisma Franciscano Hospitaleiro. Carisma esse, sempre oportuno e atual, como foi pelo Dr. João César da Neves que a todos interpelou a vivê-lo de forma quente e brilhante – “amar a Deus é brilhar e amar o próximo é aquecer”, Lucere et Fovere.
Seguiu-se o almoço convívio, onde a confraternização se fez sentir, no Centro Paroquial da Igreja de S. Miguel de Queijas.
Por último, e de forma solene, como comunidade eclesial, celebrou-se a Eucaristia. Momento alto de Ação de Graças ao Senhor, por tanto Bem realizado. A Eucaristia foi vivida e celebrada com ritmos e culturas dos quatro cantos do Mundo e contou com a participação de todos, todos, todos.
Parafraseando a Beata Maria Clara do Menino Jesus “ Como Deus é bom, Deus seja bendito.”




















