Hospitalidade


Hospitalidade: O outro rosto da caridade franciscana hospitaleira.
Acolhei-vos uns aos outros, 
como Cristo também vos acolheu, para glória de Deus. Rom 15,7 

O mundo e a Igreja necessitam da contribuição espiritual e apostólica de uma vida consagrada renovada e vigorosa (Vita Consecrata, 13). 
Novas realidades requerem novas respostas. Os nossos Fundadores, Irmã Maria….e Padre……… foram reflexo da ternura de Deus, apóstolos da Sua misericórdia, exemplos de hospitalidade.
 Urge, repropor corajosamente o seu espírito de iniciativa, criatividade e santidade como resposta aos sinais dos tempos visíveis no mundo de hoje (Vita Consecrata, 37).

A Irmã Franciscana Hospitaleira da Imaculada Conceição está  comprometida  a ser espaço hospitaleiro que reflecte e irradia a presença de Jesus. Suas profetas credíveis num mundo em mudança. Numa  hospitalidade - reflexo da hospitalidade de Deus.

O Novo Testamento é a grande explosão da hospitalidade, levada ao seu cume. Jesus é o sacramento de Deus que nos acolhe, que nos serve e cura, que restaura a nossa dignidade e a nossa saúde, que se identifica connosco, que nos lava os pés e morre por nós.

Jesus acolheu a hospitalidade dos seres humanos: a hospitalidade de Maria no seu ventre, de algum fariseu, de Marta e Maria, de Zaqueu… 

É Ele a referência por excelência.

Deixou-o bem claro quando disse que qualquer ato de bondade feito aos famintos, aos sedentos, aos sem-abrigo, aos doentes, foi a Ele que o fizemos. 

A grande metáfora cristã da hospitalidade é a parábola do Bom Samaritano. À pergunta do jurista – quem é o meu próximo? –, Jesus responde narrando uma parábola. Nela, hospitalidade e misericórdia identificam-se. 

Hospitaleiras “em comunhão com a Igreja Missionária”

Somos chamadas a discernir, à luz do Espirito, as modalidades adequadas para guardar e tornar actual, nas diversas situações históricas e culturais, o próprio carisma e o próprio património espiritual (Vinho novo, odres novos, 48) . 

rge escutar e acolher a palavra desafiadora do Papa Francisco: Convido todos a serem ousados e criativos nesta tarefa de repensar os objetivos, as estruturas, o estilo e os métodos evangelizadores das respetivas comunidades (Evangelii Gaudium, 33).

A  hospitalidade nos passos dos  Fundadores

O coração dos Fundadores não conheciam fronteiras: acolhiam os pobres, cuidavam os enfermos com amor, as crianças tinham um lar, escutavam e acarinhavam os idosos. Todos eram cuidados com ternura e ajudados com os gestos ternos que concretizavam o seu lema: FAZER O BEM ONDE HOUVER O BEM A FAZER!

Para o Padre Raimundo, hospitalidade significava total abertura a Deus e uma confiança absoluta na Providência de Deus . Procurava penetrar em toda parte onde visse que havia algum bem a fazer ou algum mal a remediar. 

Para ele, as Obras de Misericórdia eram expressões concretas do amor ao próximo. Muitas vezes dizia às Irmãs: Tende muita caridade com os pobrezinhos. Quantas vezes, sem o saberdes, tereis tratado de Jesus Cristo que na pessoa do pobre e  do doente! 

Beata Maria Clara do Menino Jesus,  era muito criativa na caridade. Os pobres tinham um lugar especial em seu coração! Considerava-os  sua família predilecta.     

Diante dos desafios do nosso tempo e no espírito da renovação desejada pelo Concílio Vaticano II (Vinho novo odres novos, n. 1) a palavra de Jesus – Vinho novo em odres novos (Mc 2,22) – ilumina o caminho da vida consagrada. O Senhor chama-nos a viver em atitude de conversão permanente, a cuidar “os odres” da nossa vida. (cf Lc 5,37). 

Hoje, somos interpeladas a uma alegre prática do Evangelho, sem hipocrisias, apelos que nos estimulam a uma simplificação capaz de reencontrar a fé dos simples e a audácia dos santos. 

Como Franciscanas Hospitaleiras, somos enviadas ao mundo inteiro para sermos Casa de Hospitalidade em toda a parte! , capazes de despertar a paixão por Cristo, à maneira Samaritana, e a paixão pela humanidade, ao jeito do Bom Samaritano (Constituições, 60 §1). 

Somos chamadas a evangelizar pela forma como vivemos a hospitalidade, na alegria e na simplicidade como Maria, Hospedeira do Verbo e de todos os homens . 

Pela forma como vivemos o espírito das Bem-aventuranças e como o traduzimos em Obras de Misericórdia, provocaremos uma nova primavera de hospitalidade: 

  • Pelo testemunho de uma vida cristã a primeira e insubstituível forma de missão (Redemptoris Missio, 42). 
  • Cuidando  os  pobres -  o «nosso passaporte para o paraíso», como afirma o Papa Francisco. 
  • Construindo comunidades evangelizadoras com espírito, cujos membros anunciem a Boa-Nova não só com palavras, mas sobretudo com uma vida transfigurada pela presença de Deus . (cf. Evangelii Gaudium, 259-261
  • Comprometendo-nos com a causa dos refugiados,  em colaboração com a Igreja, outras Congregações, Dioceses e  Organismos. 
  • No cuidar cotidiano da Casa Comum, como filhas de São Francisco de Assis, em colaboração efectiva com a Igreja e outras Organizações.  

Assim, surgirá um mundo mais justo e pacífico, onde assumiremos  uma posição clara em favor da não-violência, e do bem.
Isto é, em favor de uma verdadeira cultura da Hospitalidade!